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Morar em Colatina representa viver em uma cidade que oferece o conforto dos grandes centros do país, com a vantagem de não conviver com a violência. O bucolismo está presente no município. O ar interiorano é o principal charme. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que em 1970 era de 0.425, em 2000 já atinge a 0.773. Os colatinenses são hospitaleiros e recebem os visitantes “como se fossem velhos amigos ”.

São comuns os passeios e reuniões nas diversas praças da Princesinha do Norte. Uma delas, a Praça Sol Poente, é o principal centro de lazer e cultura, onde acontecem os mais variados eventos. Neste local é realizado, nos finais de semana, uma feira de artesanato e de comidas típicas, conhecida como Projeto Coisa Nossa.
Colatina é um pólo regional de referência em saúde de toda a macrorregião Noroeste do Estado. Um importante centro de atendimento médico-hospitalar que possibilita a realização de tratamentos, desde a atenção básica até exames de alta complexidade.
Formam este pólo oito hospitais, 30 unidades de Saúde municipais, 12 laboratórios de clínica e patologia, oito clínicas de radiologia, dois centros de hemodiálise, um Centro Regional de Especialidade, um hemonúcleo e um Centro Municipal de Vigilância em Saúde.
As inúmeras conquistas no setor educacional garantem a qualidade do ensino em todos os níveis, contando com uma extensa rede de estabelecimentos, desde os centros de educação infantil até cursos superiores. São 95 escolas municipais, 10 estaduais, 15 particulares, duas federais e dois complexos universitários.
Geografia

Colatina é uma cidade de 1.439 quilômetros quadrados, com cerca de 106 mil habitantes, sendo 80% na área urbana e 20% na zona rural. Estrategicamente localizada no centro do Estado, a cidade registra a maior potencialidade econômica da região Norte. Situada no Vale do Rio Doce, está a 135 quilômetros de Vitória, capital do Espírito Santo. Por ela passa a estrada de ferro Vitória-Minas, a BR-259 e a Estadual 080 (Rodovia do Café).
Percorrendo 50 quilômetros chega-se a BR-101, que corta o país de Norte a Sul. A BR-262, que entra para a região central brasileira, fica a 130 quilômetros. Essa posição privilegiada coloca Colatina numa posição estratégica para o escoamento de diversos produtos de vários pontos do país e para o exterior.
A topografia da cidade varia de ondulada para montanhosa, com altitudes entre 40 e 600 metros. O clima predominante é o quente úmido, típico do Vale do Rio Doce, com inverno seco. A temperatura média é de 28ºC e a maior ocorrência de chuvas é registrada entre outubro e janeiro.
Economia

O maior produto agrícola de Colatina é o café Conilon. Destaca-se também a fruticultura e a produção hortigranjeira. Além da força econômica da agricultura, o município tem ainda atuação marcante na indústria e comércio, que geram milhares de empregos. Há destaque para o pólo de confecções de roupas, que conta com mais de 500 empresas (97% micros e pequenas), que oferecem milhares de empregos diretos e indiretos. Colatina dita moda não só no Brasil, mas também em vários países.
A indústria moveleira, com 150 empresas, caracterizada pela confecção artesanal de móveis, é conhecida nacionalmente. Completa este ciclo econômico, o comércio, que representa referência no Norte do Estado.
O município conta com uma boa estrutura de incentivos fiscais para atrair novos investimentos e possibilitar a expansão dos já existentes. Colatina está incluída na área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), o que representa vantagens aos empreendedores que instalam ou já administram no município suas empresas.
Há também a facilidade do escoamento da produção, devido a facilidade da ligação com as principais vias federais rodoviárias, ferroviária e portuária. Possui também seu aeroporto, com uma pista de 1,3 mil metros de extensão, preparado para vôos noturnos.
Turismo
Estátua do Cristo Redentor

Foi inaugurada pela Prefeitura em 1975, no bairro Bela Vista, na região central da cidade, na administração do prefeito Paulo Stefenoni. Construída pelo arquiteto, desenhista, pintor e escultor autodidata, Antonio Francisco Moreira, foi considerada na época a segunda maior estátua do Brasil, ficando atrás apenas da do Cristo Redentor, do Rio de Janeiro. Perde para a do Rio em apenas 2,5 metros.
A sua construção foi iniciada em 1974. Tem altura total de 35,5 metros, a altura da estátua é de 20 metros, o pedestal mede 15,5 metros, o comprimento das mãos tem 1,80 metro e a largura de braço a braço é de 40 metros.
Na época da construção Moreira foi chamado de "artista operário". Tinha 54 anos, nascido no município capixaba de Guaçuí, sul do Estado, e era de origem humilde. Órfão de pai desde o primeiro ano de vida, começou a trabalhar ainda menino para ajudar a família. Tinha apenas oito meses de estudos.
Na vocação para a pintura, pintou quadros, murais, retratos de personalidades ilustres, da imagem de São Miguel, em Guaçuí, feita em 1964, que fica na torre da igreja local, estátuas do Cristo Redentor de Guaçuí, e ainda da cidade de Itaperuna, Estado do Rio de Janeiro.
Pôr-do-sol

O Pôr-do-sol de Colatina foi classificado na década de 60 pela revista americana "Time", como um dos mais bonitos do mundo. Desde então, os colatinenses não se cansam de mostrar o orgulho da sua terra quente, não só pelo calor das altas temperaturas, mas pelo calor humano, pela hospitalidade do seu povo de coração aberto.
Nas tardes quentes do verão, ou mesmo nas outras estações com muito sol e calor, surgem no horizonte em torno do sol poente as cores amareladas, avermelhadas, azuladas, lilases e de muitos outros tons que fazem o maior espetáculo da cidade, emoldurando a paisagem com a silhueta dos pescadores em canoas singrando as águas do Rio Doce.
Paisagem que faz parte do espetáculo admirado no entardecer pelos caminhantes da Avenida-Rio, simbolizando o quente coração colatinense, harmonizando a generosidade da natureza e a presença do homem.
Ponte Florentino Avidos

Foi inaugurada em 1928, e com ela ocorreu a efetiva colonização da Região Norte do Estado. Foi iniciada para a construção da Estrada de Ferro Norte do Rio Doce, de Colatina a São Mateus, que não foi concluída. Liga as regiões norte e sul da cidade e forma com a Avenida Beira-Rio, o Rio Doce e o Pôr-do-sol, o cartão postal de Colatina.
O nome é em homenagem ao governador do Estado da época, então presidente do Estado, Florentino Avidos (1924-1928). Chama a atenção pelo seu comprimento, devido à imensa largura do Rio Doce que corta toda a cidade.
Lucílio da Rocha Ribeiro, em seu livro "Contribuição à História da Imigração Italiana no Município de Colatina", de 1996, fala sobre a solenidade de início dos trabalhos da construção da Ferrovia que originou a construção da Ponte Florentino Avidos, na década de 20, do século passado:
"A solenidade comemorativa do início dos trabalhos dessa ferrovia foi realizada no dia 19 de abril de 1926 e contou com as presenças de autoridades federais, estaduais e municipais, bem como dos diretores da Companhia Territorial, e representantes de todas as classes sociais. Na oportunidade, o Dr. Clóvis Cortes, engenheiro chefe dos serviços, convidou o Dr. Xenócrates Calmon para dar o primeiro golpe nas escavações do grandioso empreendimento.
Durante quase um ano, a Comissão de Serviços de Melhoramentos de Vitória, através de sua 5ª Divisão, vinha executando o projeto, construindo, sob sua administração, cerca de 100 metros de ponte e cravado todas as estacas para as fundações do encontro a ser construído na margem de Colatina.
Tendo, porém a referida Comissão recebido uma proposta vantajosa da firma Christiani & Nielsen, especialista em cimento armado, para a construção de toda a infra-estrutura da ponte, resolveu estudá-la e acabou celebrando com a mesma um contrato, em 26 de março de 1927, para a realização desse serviço.
Damos a seguir, alguns dados a respeito do aludido contrato: A extensão total da ponte será de 682 metros, aproximadamente, dividida em 26 vãos de 26,25 metros, de centro a centro de pilares. A infra-estrutura constituirá, portanto, de 25 pilares e dois encontros. Cada pilar será fundado sobre 14 estacas de cimento armado, de 18 metros de comprimento, cravado até a nega. As estacas são protegidas por um enrocamento. O pilar propriamente dito será de concreto armado e vazado, de modo a reduzir a carga obre as estacas. O encontro de margem de Colatina será sobre estacas, as quais já foram cravadas pela Comissão de Melhoramentos. O encontro da margem esquerda será fundado sobre rocha viva, existente nesse local acima do nível comum das águas.
A superestrutura será de estrado superior, de aço, e consistirá de duas vigas armadas de alma cheia. A rodovia terá uma largura de quatro (4) metros, com uma linha férrea central, e terá uma laje abaulada de concreto armado até a cota do boleto de trilho, de modo a servir também como estrada de rodagem.
A firma construtora se obriga a entregar todo o serviço (25 pilares e dois encontros prontos para receber a superestrutura metálica), em 30 de abril de 1928, pelo preço total de 1:464.000$000 (mil, quatrocentos e sessenta e quatro contos de réis).
Os serviços serão atacados da margem de Colatina para a margem oposta, de modo a permitir a 1º de outubro do corrente ano (1927) o início da montagem da superestrutura, cuja concorrência administrativa para fornecimento será dentro de dias.
Destarte, a montagem será terminada após a conclusão da infra-estrutura, devendo a ponte ser franqueada ao trânsito ainda dentro deste período governamental.
O prazo para o início dos serviços da infra-estrutura será de 30 dias contados da data da assinatura do contrato".
Na ocasião foi esclarecido ainda que a firma Christiani & Nielsen foi a mesma que construiu o Edifício do Banco de Londres da América do Sul, nesta Capital, e que se tratava de empresa especialista em concreto armado, universalmente conhecida e idônea.
Poucos meses depois, em 22 de setembro desse mesmo ano de 1927, o presidente do Estado, seguiu com destino a Colatina, em automóvel de linha, seguido pelo Dr. Ceciliano Abel de Almeida, superintendente da Estrada de Ferro Vitória a Minas, que também seguiu viagem, juntamente com o Dr. Aristeu Aguiar, secretário da presidência, Drs. Moacyr e Sílvio Ávidos, engenheiro Clóvis Cortes e outros membros da comitiva.
Em Colatina, o presidente Florentino Avidos almoçou na aprazível residência do Dr. Xenócrates Calmon, presidente do Congresso Legislativo. Em seguida, visitou as obras da grande ponte sobre o Rio Doce, encontrando 5 pilares já construídos, 4 fora d´água e mais 5 em promissor e firme andamento.
Visitou também os trabalhos da Estrada de Ferro Norte do Rio Doce, constatando a existência de 4 quilômetros de preparação da linha e 2 de leito já concluídos.
Na oportunidade, ainda inaugurou o vapor "Juparanã" destinado a intensificar a navegação fluvial, viajando nessa embarcação de Colatina a Barbados, sendo-lhe oferecido a bordo pelo Dr. Xenócrates e Virgínio Calmon um substancioso "lunch".
Encontravam-se também a bordo os membros da comitiva presidencial e algumas pessoas da sociedade colatinense.
Ali, visitou as obras da Estrada de Ferro Santa Cruz a Barbados, a cargo do engenheiro J. Leite, verificando que 5 quilômetros de leito dessa ferrovia já se encontravam preparados. Às 16horas, S. Excia. e comitiva saíram de Barbados, chegando à estação de São Carlos à noite".
Lucílio Ribeiro também fala que "essa estrada de ferro, visitada pelo Presidente Avidos, em Barbados, acabou malogrando. Igualmente malogrou a Estrada de Ferro Norte do Rio Doce, com exceção da ponte, que foi inaugurada em 28 de junho de 1928".
Sobre as solenidades de inauguração da ponte, Lucílio fala que em 28 de junho de 1928, um dia após a inauguração das pontes ligando a ilha de Vitória ao continente, o presidente Florentino Avidos inaugurou também a ponte sobre o Rio Doce em Colatina.
Catedral do Sagrado Coração de Jesus

A partir da Lei 5.246, sancionada em 25 de outubro de 2006, a Catedral Sagrado Coração de Jesus tornou-se o mais novo patrimônio histórico municipal, uma área de preservação histórica, artística e cultural. De acordo com a lei, nada poderá ser alterado em um raio de 50 metros da Catedral. Estão proibidas obras que venham a obstruir a visão do templo em todo o perímetro urbano de Colatina. A Catedral é o símbolo da fé dos colatinenses católicos, e a Prefeitura tenta conseguir recursos para valorizar o patrimônio histórico e cultural.
Padre Geraldo Meyers foi o responsável pela construção da igreja matriz, cuja pedra fundamental foi lançada em 1952 na administração do prefeito Justiniano de Mello e Silva Netto. Passou a ser denominada Catedral no final da década de 80 quando o Papa João Paulo II criou a Diocese de Colatina.
O engenheiro responsável pela planta da matriz foi Calixto Benedito, o mesmo que projetou o Santuário de Aparecida, em São Paulo, e o construtor foi Ludovico Dalla Bernardina. Com a saída de padre Geraldo veio para vigário da Paróquia o Cônego Maurício de Mattos Pereira, quando faltava apenas alguns acabamentos internos. A parte principal com vitrais, sinos, relógio e reboco já estava pronta.
Os três sinos existentes foram feitos em São Paulo pela Fundição Artística Paulistana (Sinos de Bronze- Ângeli). O maior pesa uma tonelada, o médio tem quinhentos quilos e o menor 200 quilos. As janelas da torre da igreja onde está o relógio, que também veio de São Paulo, medem 7m x 11m.
São duas torres. É na torre maior, de 47 metros de altura, onde está assentado o relógio de quatro faces, com nove metros quadrados e números em algarismos romanos e controlado por um sistema de pesos automáticos. As horas podem ser conferidas pelos colatinenses à longa distância. A torre menor da matriz situada à direita é toda coberta de cobre e tem sobre ela uma escultura de um galo, e foi feita por um especialista de São Paulo.
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